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Como anda a paixão sobre o seu trabalho?


Ontem estava voltando de um evento e conversando com uma funcionária da Bayer, falamos sobre o assunto de carreira. Ela fez veterinária e hoje trabalha com pesquisa clínica dentro da Indústria, o marido também é veterinário e se especializou em odontologia para cavalos.

A emoção que ela falava sobre a carreira dela era impressionante, algo de paixão mesmo, de gostar e ter prazer naquilo que faz. Óbvio que tinha probleminhas e coisas que ela não gosta no dia-a-dia, mas nada tirava o tesão de como ela falava do seu trabalho, o ruim se tornou supérfluo. Ouso dizer que ela é daquelas poucas pessoas que encontraram seu propósito, acharam o lugar certo e conseguem viver aquilo que amam no dia-a-dia.

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Meu cunhando é outro exemplo disso. Ele é um conhecido jornalista esportivo, trabalha no principal veículo no segmento no País. Ele sempre amou futebol e hoje vive disso. No momento recebeu um convite do governo Francês para uma semana em Paris, cidade que ele ama, para escrever sobre esporte. Uma convergência da fome com a vontade de comer. Diria que ele vive o auge da realização, talvez não o auge da carreira, mas ele tá feliz e isso que vale.

Infelizmente, vivemos um momento onde muita gente abdicou do “sonho” para viver “o que deu”. Com certeza você também conhece muitas pessoas que estão frustradas com seu trabalho, com suas aspirações, com o caminho que sua carreira tomou e assim por diante. E não estou falando de ganhos financeiros aqui, é algo maior que isso.

Como ser feliz de verdade, se a maior parte do seu tempo útil é aplicado em algo que você não gosta ou perdeu o tesão? Muitos vão lotar o dia de coisas circunstanciais, vai faltar tempo pra tudo. Outros serão excelentes profissionais, mas com a sensação de que falta algo.

E isso pode acontecer a qualquer momento, pelos simples fato de que a vida é tão dinâmica e estamos sempre abertos a descobrir novos rumos. O ponto é se temos a coragem de viver por eles.

A vida é curta demais para gastarmos tempo com as coisas que não estão de acordo com nossos propósitos. Semana passada, depois que voltei do Vale, fiz uma reunião com toda a equipe do Neotriad, apresentei nosso plano 2013 com base nos insights. No final da reunião, inspirado na Zappos, ofereci um bom bônus em dinheiro, para quem quisesse sair da empresa. Falei que se alguém não estivesse de acordo com os valores apresentados, quem não estivesse afim pelo simples fato de ter perdido o tesão pela nossa missão, que não teria problema nenhum em nos deixar. Se estamos aqui para ajudar pessoas a viverem seu tempo com sabedoria, precisamos dar o exemplo e isso poderia significar sair do time. Ninguém nos deixou, muito pelo contrário, sinto que o nível de comprometimento triplicou.

Fica aqui a reflexão da semana: será que você não precisa dar um bônus para viver o seu propósito? Dinheiro sem dúvida é importante, ajuda muito, pode até comprar bons momentos de felicidade, mas não compra sua verdadeira realização. Talvez menos faça mais, entende?

Será que não está na hora de entrar no time das pessoas que estão realizadas e usando seu tempo com mais sabedoria? Viver pelo propósito?

A vida é curta demais para fazer dela um rascunho, por isso ela permite que o original tenha diversos erros e acertos, mas só você que pode fazer isso.

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