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Como produzir Maçãs para produzir Newtons na empresa? by Américo Barbosa


Meu pai (publicitário, criador do conceito de endocomunicação e um dos caras mais inteligentes que conheço) fez um artigo bem legal para uma revista e pedi para publicar aqui no blog.

Segue o texto:

Se caísse uma maçã na cabeça de seu funcionário, ele xingaria ou sentiria prazer? Reclamaria que a tal da maçã já tinha ferrado com a Eva e agora fazia um galo na sua cabeça? Ou concluiria que realmente aquele ambiente não era assim, nenhum paraíso?

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Algo motivou Isaac Newton a olhar a situação com brilho nos olhos e fazer uma grande descoberta. Diferentemente da Branca de Neve que fechou os olhos em sono profundo após comer a maçã.

Para o arqueiro Guilherme Tell acertar maçãs na cabeça dos outros foi a sua consagração. Cada um deles criou um ambiente interno de motivação que permitiu sentir um benefício pessoal nos episódios. Essa é a chave dos programas para todos os níveis de funcionários. Porque é uma característica humana: a busca do prazer. Sim, é claro que há pessoas que sentem prazer no sofrimento (na opinião dos outros). Mas em qualquer caso, tudo o que o Ser Humano faz é positivado dentro de si. Ou seja, para ele sempre é positivo por mais negativo que pareça para nossa filosofia, religião, cultura ou simples opinião. Para quem toma a atitude, há algum tipo de prazer. Nenhum movimento é feito que não passe por esse processo. Juntando tudo isso temos a força de trabalho de uma empresa. Relações muito diferentes de cada um com as suas, nossas, maçãs. Não é possível à empresa fazer uma maçã específica para cada um. Fala-se muito hoje no EU S.A.

Mas há uma cobrança sub-reptícia das partes de que é a empresa que deve motivar sempre o funcionário. Ele se desculpa no ambiente e a empresa fica com sentimento de culpa. E o VOCÊ S.A.? Só tem capacidade de avaliar o exterior quem tem boa percepção de seu interior. Por isso a solução é que os programas estimulem e capacitem a auto-gestão para o trabalho e para a vida. Ou seja, ninguém morde a maçã por você. É o grande trabalho desta nossa Era: alinhar a missão pessoal com a missão da empresa. Para que as atitudes sejam convergentes com o comportamento desejado. Bom, já vimos que a empresa inteligente deve estimular a auto-gestão. Alguém só é líder de si mesmo se sentir confiança em si e na empresa. A empresa precisa ser justa no acerto e no erro. Afinal todos erram. Mas só os profissionais corrigem bem. Esse espírito é essencial para gerar a percepção correta de quando a maçã cai na cabeça (leia-se transformar um problema ou um insight em descoberta de uma solução para a empresa) de quando é jogada pela serpente (leia-se aquele que sempre reclama culpando a empresa pelo escorregão que deu no papel de chiclete jogado pelo colega no chão ). Achar que a causa de tudo está sempre fora de você desenvolve um inflamação congênita chamada desculpite. Ela tem um efeito de deixar as pessoas sempre fora dos contextos, dissociados da empresa.Tornam-se pessoas impermeáveis sem a cola ou o velcro do entusiasmo que faz as coisas valerem a pena.

O ambiente interior é o que faz o ambiente exterior

O Instituto Hearth Math de São José da California descobriu depois de muitas experiências que o coração emite um campo eletro-magnético de 3,5 metros. Assim, cada um de nós é uma antena emissora de bom humor, irritação, boa-vontade, vago desagrado ou entusiasmo. Agora visualize cada funcionário emitindo um desses estados emocionais. O resultado do clima organizacional será a massa interpenetrante das esferas sensoriais individuais. Mas se não soubéssemos disso diríamos que o ambiente de trabalho é a soma de todos os comportamentos. Ao final é a mesma coisa. Mas uma maçã podre pode interferir em todo esse suco de maçã. Por isso o ambiente da empresa deve ter anticorpos naturais para os que não tem esprit de corps. Se o funcionário tem o princípio da auto-gestão, ele desenvolve um prazer e uma dignidade que o torna pró-ativo e pró-good-will. Porque ele passa a ser o seu primeiro chefe e líder. E assim aprende a pensar circularmente, sentindo sempre sua relação com o ambiente. E vice- versa.
Cria um verdadeiro e produtivo diálogo interno. Aprende a ouvir a voz de cada trabalho e de cada acontecimento. Desenvolve o que chamo estado de atentividade. Passa a dar atenção a pessoas, a coisas e a situações que tenham uma convergência com seu sentimento interno. Seu parâmetro. Seu paradigma.
Seus princípios. O que lhe faz bem deixa-o atento. O que lhe faz bem justifica o prazer de sua existência. E a razão de sua existência, assim como na empresa, é a Missão.
O senso da Missão dá cor às maçãs do rosto. E produz Isaacs Newtons. Se a empresa plantar macieiras.

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