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Cuidado com o excesso de eventos de fim de ano


Fim de ano é comum aumentar o volume de eventos, festas, happy hours, visitas, etc. Na maior parte dos casos temos mais convites do que tempo para atender e por isso precisamos ser bem seletivos.

Quando eu gravei o Agenda do CEO com o Acácio Queiroz, presidente da Chubb Seguros, um dos pontos que ele abordou foi justamente esse. Ele comentou da quantidade de eventos que recebe e como faz para selecionar aqueles que ele vai e os que irá abdicar.

Eu percebo que isso tem muito a ver com estilo pessoal. Pessoas mais festivas, extrovertidas, sociais gostam de participar do maior número de eventos possíveis. Há certo orgulho e benefício pessoal ter a agenda cheia de eventos. Minha sogra é um exemplo, ela vai até em velório de cachorro.

Outras pessoas são um estilo mais introvertido, não gostam de festas, eventos, etc. e sempre que tem uma oportunidade preferem ficar em casa ou entre as paredes do escritório. E há os que estão entre os dois extremos, nem muito social nem muito caseiro.

Nas próximas semanas você vai receber um monte de convites e se você não se controlar vai lotar a agenda, vai deixar coisas importantes de lado e a sensação de que o fim de ano voou vai piorar ainda mais. Antes de sair aceitando os convites, veja algumas coisas que podem facilitar sua decisão de não ir:

1 – Será prejudicial a minha agenda – Se o compromisso pode comprometer de alguma forma a partyexecução de atividades importantes, relacionamento familiar, tempo para você, etc. é um daqueles que você poderá deixar para um segundo momento.

2 – Não será um diferencial para o meu networking – Existem eventos que você terá as mesmas pessoas, os mesmos assuntos, os mesmos conceitos e de nada agregará. Será apenas mais um encontro com pessoas que você gosta. Nesse caso talvez seja o momento de pular esse encontro e deixar para uma próxima oportunidade.

3 – Estou desesperado para vender – O pior tipo de networking é aquele que há um desespero de se relacionar, aonde você vai naquele evento para dar a grande tacada. Esse tipo de networking é nocivo. O que mais funciona em minha opinião, é aquele de médio-longo prazo, onde há relacionamento e não escambo de favores.

4 – Vou para cumprir tabela – É a festa de um cliente, o diretor me pediu, o amigo pediu para acompanha-lo, etc. Esse tipo de evento é o mais difícil de ter a coragem de dizer não e também um dos mais comuns. Eu resolvi assumir uma postura fiel a meus princípios e ser honesto comigo mesmo. Eu não sou boneco de vitrine e não vou para cumprir tabela. São raríssimas as exceções para essa regra, mas aprendi que mais vale dizer um não e ficar com a consciência tranquila, do que a culpa por ter negligenciado meus pensamentos e tempo.

Agenda de fim de ano é curta, se você não cuidar, fica ainda mais apertada. Pense bem antes de aceitar o próximo convite que aparecer no seu e-mail. É importante ter coragem de dizer não, às vezes só parece mais difícil do que realmente é.

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