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Escolha de sócio – 6 dicas para tomar a decisão certa


No decorrer da minha vida profissional, tenho procurado os sócios que fizeram a escolha de “sacanear” seus parceiros na sociedade porque, em todos os locais que estive – principalmente, ministrando treinamentos – encontrei apenas os sócios “vítimas”. Essas “pobres criaturas” dizem que tiveram sócios que os roubaram, puxaram seu tapete, traíram sua confiança, não trabalharam da forma como deveriam e várias outras acusações.

Sempre ouvi esse lado e nunca teve alguém para defender a posição do sócio “sacana”. Por nunca ter conhecido um, passei a acreditar que esses “vilões” se reúnem em uma Sociedade Secreta dos Sócios Sacanas para armar suas estratégias nefastas contra outros “coitadinhos”.

Será que existe realmente essa batalha da alta cúpula: “bonzinho” versus “mauzinho”?

Pela minha experiência, posso afirmar que realmente existem pessoas que utilizam da boa vontade do outro e agem de forma pouco ética. Mas, gostaria de lembrar que tudo o que acontece em nossas vidas, tem uma parcela de responsabilidade nossa.

Quais os critérios utilizados para se fazer a escolha de um sócio?

Como a decisão é tomada? A maioria das escolhas, quando alguém decide empreender, é feita considerando uma relação familiar ou de amizade. Como dizem por aí: “já que conheço “bem” a outra pessoa, fica mais de confiar”… Será mesmo? Ou então, a escolha é feita porque o sócio “pensa muito igual” (almas gêmeas) e fica tudo mais fácil! #sqn

escolha-socio-tomar-decisõesVamos explorar melhor esses pontos?

Primeiro, você já viu ou ouviu casos de filho que roubou o pai, amigo que passou a perna no amigo, irmãos que acabaram com o negócio da família ou o primo não fez o que deveria ser feito? Pois é, as histórias são muitas (e pior, verdadeiras), por isso o critério de amizade ou relação familiar não pode ser levado tão em conta quando se trata de sociedade. Afinal, existem vários interesses individuais envolvidos e isso faz com que muitos se esqueçam do coletivo.

Segundo, em relação a pensar igual, isso é terrível! Imagine que se um sócio tem uma ideia terrível, o outro por ser tão “igual”  vai concordar sem discussões. Assim, o negócio caminha sem escalas para o total fracasso.

A diversidade em uma sociedade ou em um grupo é excelente! Desta forma são geradas mais ideias, as reflexões são mais constantes, a ansiedade é contida e as decisões podem ser muito mais corretas.

Os “sócios vítimas” que encontro por aí têm sua parcela de responsabilidade nos erros da sociedade em que houve problemas. Aprenda a não repetir os mesmos erros, porque:

  1. Se foram roubados, é porque em algum momento se descuidaram na análise de relatórios e monitorar a empresa como um todo.
  2. Se o sócio é displicente, não cumpre os horários, falta às reuniões e ao trabalho, não faz o que deveria fazer, provavelmente, as funções e atividades não estavam claras.

A pergunta importante é: Quem fez a escolha ou aceitou ser sócio desse “mala”? VOCÊ!!!!? Mas não adianta chorar sobre o leite derramado!!! Se você já desfez a sociedade… bola “pra” frente. Se ainda está com ele, azar é seu! Vai esperar o que para se livrar dele? Se quiser mudar o rumo da situação atual, leia mais aqui.

Então, como deve ser feita a escolha de um sócio?

  1. Pense nos seus pontos fortes e fracos
  2. Liste pessoas que possam ser fortes onde você é fraco
  3. Faça uma entrevista de seleção com essas pessoas para verificar se elas realmente te complementarão
  4. Divida as funções, descreva as atividades para deixar claro que cada um cumprirá seu papel
  5. Coloque tudo por escrito e assinado por todos, assim ninguém poderá dizer que não sabia
  6. Apesar de cada um ter sua função, todos precisam saber o que o outro e você estão fazendo
  7. Não tenha medo de ter sócios, tenha medo da forma que você faz suas escolhas. Muita calma nessa hora!!!

Por isso, da próxima vez que for tomar uma decisão faça da forma correta, utilize a razão e não a emoção. Não sabe como ou por onde começar? Clique aqui para aprender a tomar decisões melhores.

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