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Gestão de Tempo Móvel da Garota Sem Fio


Acabei de receber um e-mail da minha amiga Bia Kunze, a Garota Sem Fio, com uma contribuição fantástica aqui para o Blog, complementando o post do Ernani.

A Bia é a maior especialista em tecnologia “móvel” no País! Se você tem dúvidas de que smartphone comprar, como usar e ganhar produtividade com ele, a Bia é pessoa certa para te ajudar!

Em breve espero ter mais contribuições dela! Com o blog novo, vamos ter um link direto pro novo blog dela.

Segue o post:


Sem a tecnologia móvel eu não conseguiria administrar minha vida atribulada, gerenciando consultório, odontologia homecare, blog, emails e as publicações onde escrevo. Ironicamente, acabei virando consultora em tecnologia móvel e ganhei mais uma atribuição. Sem contar a vida doméstica, sendo esposa e tendo 2 casas para administrar uma em Curitiba e outra em SP. biakunze

Muitos acabam se tornando escravos da tecnologia quando as “delícias”
do mundo móvel chegam em suas mãos. Comigo aconteceu o contrário.
Continuo reservando as mesmas horas diárias para trabalhar, mas elas  rendem muito mais que antigamente. É uma questão de saber fazer.
Aboli papel e pendrives, uso smartphone e discos virtuais para armazenar docuementos e acessá-los de qualquer lugar. Os prontuários dos meus pacientes são acessados facilmente a qualquer hora, seja do notebook ou do smartphone. Aliás, quando estou fora de casa ou do consultório, não carrego mais nem notebook ou netbook comigo.

A seguir algumas regras que adotei como profissional móvel:

1. O email “push” e fantástico, mas não uso. Verifico os emails manualmente, um certo número de vezes ao dia. Só porque tenho um smartphone não significa que tenho que estar disponível sempre. O bacana do dispositivo móvel é a disponibilidade, não a ubiquidade, ou
seja: ele estar à mão *quando eu quiser* e *se* eu quiser.

2. Também tenho um home-office e nele passo longos períodos 2 vezes ou 3 vezes por semana, dependendo da agenda. É onde leio, navego, telefono, faço meus projetos e escrevo meus artigos. Para não perder o foco, trabalho nele como num escritório convencional (nada de pijama e chinelo) e adotei algumas normas rígidas, como evitar interrupções quando estou concentrada numa tarefa. Isso inclui desligar telefones.
Quando termino uma tarefa, me recompenso com uma pausa para uma xícara de café e uma boa música e parto para a próxima.

3. Quando não estou em horário de trabalho, os celulares ficam desligados. Só meu telefone pessoal, que pouca gente tem, fica disponível. Fico totalmente focada na casa, na família e no lazer.
Sinceramente, acho que só 0,001% da humanidade precisa ficar disponível o tempo todo, como presidentes da república e plantonistas de UTI. Ninguém vai morrer até a segunda-feira se me procurar no fim de semana. Administre bem sua rotina de comunicação – telefone, emails, instant messengers, VoiP etc – criando uma rotina atrelada a um sistema e se comprometa com ele.

4. Atualmente minha meta de vida é dedicar 60% do meu tempo para leitura, estudos e desenvolvimento pessoal. Para conseguir tal feito, desacelerei. Deleguei muita coisa para terceiros e procuro me concentrar nas tarefas que só eu mesma possa executar – e a maior parte delas dizem respeito à criatividade e tomada de decisões. Por isso tenho que estar com a mente sempre “fresca”. Anoto tudo, sempre:
novas tarefas, novas idéias. O smartphone está comigo o tempo todo, então nenhuma anotação escapa. Faço no momento que ela surge. Sem os famigerados papéizinhos, tudo fica organizado e a salvo. Sempre.

5. Sem tempo perdido ao longo do dia, durmo exatas 8h por noite (já cheguei a dormir 4 ou 5h), evito comer fast-food (um mal de quem passa muito tempo fora de casa) e não faço “serão” trabalhando de madrugada.

Se não dei conta ou surgiram urgências ao longo do dia, as pendências ficam para o dia seguinte. Como não deixo nada para a última hora, a folga na agenda me permite cuidar de urgências sem me sobrecarregar no dia seguinte. É o meu smartphone quem avisa quando está na hora de trabalhar ou de parar de trabalhar. Não reservo x horas por dia para trabalhar, mas pré-estabeleço horários para me dedicar à *categorias* de tarefas. O calendário no meu smartphone é dividido em categorias, por papéis: dentista, familiar, garotasemfio, eu, estudante. Assim monitoro se dedico o tempo adequado a cada um.

E pedalo bastante: só uso o carro quando preciso percorrer distâncias longas ou atender pacientes em casa. Atividades físicas não são só para exercitar o corpo, elas nos trazem prazer e nos beneficiam como um todo. Minha disposição aumentou muito desde que comecei a pedalar e raramente chego em casa à noite em estado de estafa. E ainda economizo tempo e dinheiro de academia 🙂

Milagre? Não, disciplina. Mais uma vez, repito: não é difícil. É só questão de adotar um sistema, se comprometer a ele e fazer dele um hábito.

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