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Perfeccionista: Como ser ou viver com os “complicados e perfeitinhos”


Young man cuts English lawn with a nail scissors

O mundo está cheio de gente que tem orgulho de chegar em entrevistas de emprego e declarar que seu principal defeito é ser perfeccionista. Parece bacana, né? Afinal, esta singela palavrinha transforma o candidato à vaga em um profissional focado, dedicado e digno de grandes responsabilidades, já que, “por ele não passa nada”. ERRADO!

 

Primeiro que todo mundo sabe que perfeição não existe, segundo que essa história de “complicado e perfeitinho” fica atraente em música dos anos 90, não dentro de uma equipe produtiva. Além disso, o uso da palavra perfeccionista mostra que o profissional não tem nenhuma criatividade, já que entre tantas opções, ele escolheu usar uma expressão que não diz nada a respeito de si para o recrutador.

 

Okey, já entendemos que se você quer ter credibilidade profissional, precisa se conhecer melhor e ter coragem de se definir perante a empresa que pretende representar, certo? O problema é que não é apenas a palavra que você precisa deixar de lado, mas o que ela significa no seu dia a dia.

 

Em épocas de crise, muitas vezes queremos demonstrar nosso diferencial e infinita eficiência por meio de uma dedicação excessiva (e inútil) aos detalhes insignificantes ou de pouca importância. É aí que acabamos caindo na armadilha do preciosismo e esquecendo que é impossível ser perfeito e dar conta de tudo sozinho. Tanto cuidado com detalhes insignificantes ou de pouca importância podem acabar gerando atraso nas demandas e falta de foco nas informações que são realmente estratégicas.

 

É preciso entender que trabalhar com eficiência consiste em acabar cada tarefa esforçando-se para não deixar “pontas soltas”. Por isso, é importante cuidar da qualidade do seu trabalho, sem perder de vista a objetividade, o foco nos resultados e os prazos.

 

Pesquisas indicam que os perfeccionistas produzem menos e têm menores chances de serem bem-sucedidos que as pessoas “normais”. Em geral, eles têm o senso crítico tão grande que acabam provocando o afastamento das pessoas. E, de acordo com um estudo feito pela Universidade de York (Inglaterra), o problema atinge pelo menos 20% da população.

 

Agora, pensa só: E se o Sr. Preciosista for seu chefe? Se você é mesmo um profissional focado que não usou as palavras-chave erradas para te definir na entrevista, permanece atento durante a execução das tarefas e projetos, mas mesmo quando executa com eficiência suas atribuições sempre se depara com as barreiras de um perfeccionista sem limites?

 

Calma, sem pânico! Para lidar com o Sr. Preciosista você precisa entender que ao se render às expectativas dele, corre o risco de cair na mesma armadilha que ele caiu. Então, seja flexível e compreenda que você não pode ser refém de uma característica que não é sua. Por isso, estabeleça metas realistas baseadas em seus valores e não pensando em agradar os outros, mas não esqueça que aquele profissional ocupa uma posição hierárquica superior à sua, porque tem conhecimentos importantíssimos para te oferecer. Depende de você enxergar e aprender ou não.

 

Além disso, antes de executar uma atividade, procure definir claramente o que deve ser feito, tirando todas as dúvidas e propondo tudo que gostaria de acrescentar naquele plano. O diálogo tem o poder mágico de abrir a mente das pessoas para novas possibilidades e é uma solução certa para que você evite o retrabalho.

 

Depois de alinhar a proposta e seguir o plano combinado, lembre-se do que falamos anteriormente: se você estiver comprometido com os seus valores e com o que realmente pode tirar de bom de todas as suas experiências profissionais não vai ter nenhum “complicado e perfeitinho” que abale a sua motivação e sucesso profissional.

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