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Workaholic: 23 sintomas de que você trabalha demais


Se o título desse artigo chamou a sua atenção, pode ser por 2 principais motivos: você acha que pode se encaixar no perfil workaholic ou você desconfia que algum conhecido tenha esses sintomas.

Pois bem, durante um papo informal com a equipe, discutíamos <<em tom de brincadeira>> quem poderia ser considerado workaholic. O que as pessoas consideram como vício em trabalho variava tanto e tinha tantas pseudojustificativas que resolvi abordar esse tema de uma forma mais provocativa. Então, leia até o final e me conte: Você é ou conhece um workaholic?

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Você sabe o que é?

Vamos começar pelo básico: O que é um workaholic?

Podemos dizer que são aquelas pessoas que dão prioridade ao trabalho acima de todas as outras coisas e só se motivam por meio das suas conquistas profissionais. Enfim, aquele cara que estrutura a vida toda em torno do trabalho e quando não vivencia aquela pressão, estresse e correria gerada pela vida profissional doentia que leva, sente um vazio enorme, porque não fortaleceu relações com pessoas importantes, não reservou tempo para hobbies, não se sente parte de nenhum outro papel, só do profissional.

Quer encontrar um workaholic? Fácil! São aquelas pessoas que constantemente trabalham mais de 12 horas por dia no escritório e ainda levam serviço para casa. Você também pode reconhecer esse tipo naqueles que, constantemente, recebem críticas por ficar sempre de olho no celular e checar as mensagens a cada hora para ver se existe alguma pendência no trabalho durante o fim de semana.workaholic-02

Mas qual é o problema de ser Workaholic?

Tem gente que pode pensar “ninguém pode ser punido por trabalhar demais”, então por que devo me preocupar com este ‘rótulo’?

Um grande estudo norueguês com 16.426 trabalhadores mostrou que, com frequência, os viciados em trabalho sofrem de diversos problemas psiquiátricos – incluindo TDAH, TOC, ansiedade e depressão. E tem mais, eles especulam que os profissionais aparentemente “de sucesso” podem não ser mentalmente saudáveis, porque eles tiveram índices mais altos em todos os sintomas psiquiátricos do que aqueles que não eram viciados em trabalho.

Além disso, essa compulsão por trabalho pode levar a vida pessoal e familiar dessas pessoas diretamente pelo ‘ralo’. Afinal, eles nunca estão presentes nos eventos e programas, e mesmo quando estão; o foco dos seus assuntos ainda é o trabalho, as relações afetivas se perdem, bem como a interação familiar.

Se não bastasse isso, os cuidados com a saúde sempre ficam para depois. Com isso, a pessoa corre o risco de se alimentar mal e passar a cultivar hábitos ruins, como fumar e beber excessivamente, dormir mal, abusar de medicamentos. Então, se você não quer perder uma parte importante de sua vida que NÃO PODE SER RECUPERADA enquanto trabalha, busque o equilíbrio!

Quais são os sintomas?

Tá, mas como descobrir se estamos equalizando direito o trabalho em nossas rotinas? Tem vários sintomas de que você está se perdendo. Listei alguns abaixo e gostaria que você os lesse criteriosamente e avaliasse qual a frequência com que tem essas posturas: NUNCA, AS VEZES ou COM FREQUÊNCIA.

O objetivo não é diagnosticar sua vivência profissional, mas gerar uma autoanálise para que você adote novos hábitos que não deixem sua vida ser um rascunho. Por isso, coloque aí num papel suas respostas e depois olhe para elas com sinceridade e veja se não passou da hora de mudar, ok?

  1. Passo a maior parte do dia e da noite focado nas atividades profissionais
  2. Confiro meus e-mails do trabalho várias vezes ao dia, mesmo nas horas vagas
  3. Faço frequentemente as refeições na mesa do trabalho, inclusive enquanto executo algumas tarefas
  4. Fico irritado quando alguém anda devagar na minha frente
  5. Diante de uma porta automática, empurro. Na escada rolante, subo os degraus para ir mais rápido que os demais
  6. Evito tirar férias
  7. Julgo meus colegas de trabalho que não trabalham tantas horas quanto eu pela sua falta de comprometimento
  8. Falta tempo para cuidar da minha alimentação, praticar atividades físicas e ir ao médico
  9. Minhas relações afetivas e familiares vivem prejudicando minha vida profissional
  10. Tenho dificuldades para dormir e frequentemente me sinto exausto
  11. Prefiro atividades profissionais a programas com amigos e família
  12. Quando chego em casa lembro de coisas que tinha para fazer e acabo não me desconectando da rotina profissional
  13. Minha memória e concentração são um problema no dia a dia
  14. Quando quero relaxar preciso usar algum medicamento ou tomar alguma bebida alcoólica
  15. Quanto mais trabalho, mais acho que estou devendo algo que preciso cumprir
  16. Meu humor se altera com muita frequência
  17. O café é meu melhor amigo todos os dias. Inclusive, na minha mesa sempre tem um copinho vazio.
  18. Não leio um livro fora do trabalho há anos!
  19. Tirando o trabalho, não consigo lembrar de nenhuma outra paixão em minha vida.
  20. Eu não sento e fico sem fazer nada jamais! Sempre tem algo que precisa ser concluído.
  21. Sou capaz de trabalhar de qualquer lugar; banheiro, carro, durante as compras, festas, no hospital…
  22. Sou muito criativo para o trabalho, mas fora dele faz muito tempo que não exploro minha criatividade
  23. As pessoas vivem dizendo que eu só falo sobre a minha vida profissional, mesmo quando estou fora da empresa.

Workaholic X Worklover

workloverÉ fundamental que depois de ler e analisar os sintomas acima, consiga compreender que não é errado trabalhar às vezes até mais tarde, mas é preciso saber identificar os exageros. Amar o que faz é uma benção no mundo atual, principalmente porque ficamos a maior parte dos nossos dias dedicados ao trabalho, mas quem não consegue distinguir amor de vício se perde entre os excessos.

Os amantes do trabalho são pessoas que têm completa consciência de seus excessos.

Afinal, alguns hábitos que cultiva atualmente podem estar até prejudicando seus resultados, mas a falta de equilíbrio acaba te cegando. A mente precisa descansar para executar um bom trabalho e se você não aceitar isso, sofrerá as consequências.

Em um caso extremo, o CID (Classificação Internacional de Doenças) registrou a morte de um estagiário que faleceu após uma jornada exaustiva de 72 horas, sabia? Inclusive, em uma pesquisa realizada em 2011 pela Isma (International Stress Management Association), o profissional viciado em trabalho tem 65% mais chances de desenvolver doenças cardíacas do que as outras pessoas.

Workaholics Anônimos: Um pedido de ajuda

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Depois de tudo isso você olha e pensa “Como sair desse ciclo vicioso? ” Então, em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Equador e Argentina existe um programa semelhante ao Alcoólicos Anônimos, o Workaholics Anônimos com várias sedes.

Os grupos se reúnem para trocar experiências e a única exigência para participar é o desejo de se livrar da dependência. Há, inclusive, os tradicionais 12 passos de recuperação, com as mesmas dicas adotadas no AA.

Aqui no Brasil, este programa ainda não é tão comum, mas o primeiro passo é perceber que você está ultrapassando os limites. Depois disso, fale com as pessoas mais próximas e não permita que passe pela vida sem ver a diversidade de situações incríveis que existem fora do escritório.

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