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Inteligência emocional no trabalho: o que é e como aprimorar

O futuro do trabalho é tecnológico, mas se destaca aqueles profissionais que também dominam habilidades emocionais e cognitivas, como a inteligência emocional no trabalho.

Há algumas décadas o Fórum Econômico Mundial (FEM) começou a tratar do tema e se tornou uma das principais autoridades sobre tendências e competências do futuro.

No seu último relatório antes da pandemia, The Future of Jobs 2020, o FEM trouxe a inteligência emocional como uma das habilidades que vão estar em alta até 2025.

E você, está pronto para ser um profissional do futuro? Não sabe o que inteligência emocional no trabalho? Já sabe que precisa desenvolver sua inteligência emocional no ambiente de trabalho?

Continue aqui e confira neste artigo:

Sumário

O que é inteligência emocional?

De acordo com Goleman, que popularizou o termo, a inteligência emocional é a “capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficaz”.

Saber gerenciar as emoções e os sentimentos é uma das melhores formas de garantir uma boa saúde mental e, consequentemente, qualidade de vida. Essa conclusão foi obtida por cientistas após anos de estudos, entre eles Charles Darwin e Daniel Goleman.

Outro significado interessante para inteligência emocional a define como “a habilidade para perceber, monitorar e expressar satisfatoriamente as emoções nas situações cotidianas, de forma a utilizar os sentimentos como guias para as ações”.

De forma prática, um indivíduo dotado de inteligência emocional consegue estabelecer conexões com os outros e se tornar mais compreensivo. Além disso, ele não deixa as emoções controlarem suas ações, o que pode evitar estresse, doenças e traumas.

Os cinco pilares da inteligência emocional

A inteligência emocional abriga outras habilidades socioemocionais, entre as mais importantes estão: preocupação com o outro, cooperação e empatia.

Com base nisso, Goleman, em seu livro “Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente”, discorre, pela primeira vez, sobre os 5 pilares da inteligência emocional.

Por tratar-se de uma obra ampla e completa, optei por fazer um breve resumo desses pilares, que você pode conhecer abaixo.

Conhecer as próprias emoções

A autoconsciência consiste em reconhecer um sentimento quando ele ocorre. Ela é a essência da inteligência emocional, uma vez que está relacionada à capacidade de controlar sentimentos e gerar discernimento emocional.

Por outro lado, a incapacidade de observar nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê deles.

Perceba que as pessoas mais seguras acerca de seus sentimentos são os melhores pilotos de suas vidas, tendo uma consciência maior de como se sentem em relação a decisões pessoais, desde com quem se casar até que emprego aceitar.

Lidar com emoções

Lidar com os sentimentos é uma aptidão que se desenvolve na autoconsciência. As pessoas que são fracas nessa aptidão vivem constantemente lutando contra sentimentos de desespero.

Enquanto outras (as que aprenderam a lidar com as emoções) se recuperam mais rapidamente dos reveses e obstáculos da vida.

Falamos sobre isso nesse vídeo, veja:

Motivação

Pôr as emoções a serviço de uma meta é essencial para centrar a atenção, ter automotivação, controle e criatividade.

O autocontrole emocional, em especial, está por trás de qualquer tipo de realização. Os indivíduos que têm essa capacidade tendem a ser mais produtivos e eficazes em qualquer atividade que exerçam.

Reconhecer emoções nos outros

A empatia, outra capacidade que se desenvolve na autoconsciência emocional, é a uma aptidão pessoal fundamental nos dias de hoje.

De forma natural, as pessoas empáticas estão mais sintonizadas e atentas ao que os outros precisam ou o que querem. Isso as torna bons profissionais, especialmente nas áreas de assistência, ensino, vendas e administração.

Lidar com relacionamentos

Por fim, a arte de se relacionar é, em grande parte, a habilidade de lidar com as emoções dos outros. A competência e a incompetência determinam a popularidade, a liderança e a eficiência dos relacionamentos.

As pessoas excelentes nessas aptidões se dão bem em qualquer coisa que dependa de interagir tranquilamente com os outros. Elas são “estrelas sociais”.

Por que é importante ter inteligência emocional no trabalho?

As habilidades emocionais são importantes em diversos aspectos da vida. Mas no contexto organizacional, a inteligência emocional no ambiente de trabalho é valiosa por conduzir melhor as relações interpessoais, proporcionar uma comunicação efetiva e gerenciar conflitos.

Se pararmos para pensar, grande parte das situações vividas no ambiente de trabalho exigem habilidades de relacionamento e de compreensão. Só as competências técnicas hoje em dia não são o suficiente para o sucesso de uma equipe.

É o que sempre digo: um profissional pode ter dois três MBAs, cursos de línguas ou saber manusear tecnologias específicas, mas sem o controle emocional ele pode trazer muitos prejuízos para o clima organizacional.

Quando esse profissional se mostra não empático e está sempre estressado, rotineiramente age com impulsividade e não dosa suas reações. O resultado? Desentendimentos, mágoas e problemas de relacionamento na equipe.

Desse modo, aplicar a inteligência emocional no trabalho traz inúmeros benefícios no âmbito individual e coletivo, por exemplo:

  • Fortalece os relacionamentos interpessoais
  • Promove uma comunicação mais efetiva
  • Reduz os níveis de estresse
  • Reduz os conflitos
  • Melhora a produtividade
  • Melhora a autoestima
  • Auxilia na tomada de decisão

Como desenvolver a inteligência emocional no trabalho ?

A inteligência emocional no trabalho pode se tornar uma grande aliada no dia a dia. Mas afinal, como desenvolvê-la? Com comprometimento, humildade e força de vontade! Confira abaixo como aplicar isso na prática.

O que você vai precisar?

Força de vontade!

Passo a passo:

1. Aprimore o seu autodesenvolvimento

A chave da inteligência emocional está no autodesenvolvimento. Muitas pessoas não têm consciência sobre determinado padrão de comportamento, bem como suas reações físicas e emocionais.

Assim, o primeiro passo para desenvolver a inteligência emocional é aprender a identificar as emoções e sensações que surgem em diferentes situações. Por exemplo, se você reagiu mal a crítica, avalie cuidadosamente como você se sentiu, o que pensou e como reagiu.

2. Trabalhe as emoções negativas

Tomando como base o exemplo anterior, da crítica que você recebeu, a maioria das pessoas reage com frustração, medo, ansiedade, indignação ou outras emoções comumente despertadas em situações corporativas.

Mas é nessas emoções que você deve empenhar esforços para entender quais são suas principais causas da crítica, como pode afetar suas relações na empresa e como reverter isso futuramente em algo positivo.

3. Aprimore sua autoconfiança

Além de analisar seu comportamento e suas emoções para ter mais inteligência emocional no ambiente de trabalho, você precisa ser mais seguro e acreditar mais em si, isto é, ter autoconfiança.

Para tal, avalie seus pontos fortes e fracos, o que você já faz muito bem e o que precisa melhorar. O autoconhecimento, que expliquei na dica 1, ajuda a desenvolver a autoconfiança.

4. Pratique a empatia

A empatia está diretamente relacionada com a escuta ativa. Se você não é capaz de ouvir as pessoas com atenção para compreender seus sentimentos, dificilmente conseguirá se colocar no lugar dela diante de uma situação.

Por isso, primeiramente, se faça um bom ouvinte para depois buscar experimentar de forma objetiva e racional o que o outro sente.

Com a empatia, de modo geral, o ambiente de trabalho é beneficiado pois abre espaço para uma maior cooperação entre a equipe, promovendo também o engajamento.

Esperamos que com essas dicas você consiga desenvolver a inteligência no trabalho e com isso alcance muitos benefícios!

O que achou das nossas dicas? Deixe seu comentário abaixo!

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FAQ – Perguntas Frequentes

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