Pular para o conteúdo
Início » MICROgerenciamento X MACROgerenciamento

MICROgerenciamento X MACROgerenciamento

Você está se microgerenciando ou macrogerenciando?

O que é microgerenciamento?

Antes de trazer as dicas, vamos esclarecer o que significa microgerenciamento. O termo se refere ao ato de controlar excessivamente o trabalho da equipe.

O gestor que pratica microgerenciamento diz aos funcionários o que fazer, ou seja, ele delega tarefas. O problema é que ele também diz como fazer. Assim, não oferece nenhuma autonomia aos seus colaboradores.

Como você pode imaginar, embora esse seja um estilo de gestão muito praticado, ele quase nunca é visto com bons olhos. O perfil dos profissionais da Geração Y, por exemplo, é muito independente. Portanto, o gestor que passa seu dia observando e cobrando ações pode entrar em conflito com a própria equipe.

Ele dá a entender que não confia na capacidade dos colaboradores para executar seu trabalho sem supervisão constante. Além disso, o microgerenciamento é uma prática associada com o gestor “capataz”, que relata as falhas da própria equipe à alta gestão da empresa e volta para aplicar punições.

Microgerenciamento é cuidar das coisas pequenas, de detalhes, de  pequenas tarefas rotineiras, é detalhar os passos para alcançar um projeto ou uma meta, etc

Macrogerenciamento é a visão mais ampla do todo, cuidar dos indicadores dos projetos, da equipe, do andamento das metas, ter uma visão do todo ao invés do detalhe.

Para a gestão do tempo, o microgerenciamento é importante pois evita perder o controle das coisas pequenas, ajuda a mensurar com mais clareza e a planejar de forma mais detalhe. Mas o foco exclusivo no microgerenciamento, tira a visão do todo, pode deixar a pessoa apenas agindo no “micro” sem evoluir no “macro”.

O macrogerenciamento é vital para fazer as coisas saírem do lugar, definir a visão, a estratégia, traça os indicadores e motiva a equipe a andar para frente. Da mesma forma, quando você foca exclusivamente no macrogerenciamento, você pode os pequenos detalhes, acaba sofrendo de urgências não previstas (devido ao pequeno que foi negligenciado), pode perder oportunidades de melhorias em processos e a fica distante do “dia-a-dia”.

Qual dos dois é o mais eficaz para o seu tempo? Essa não é uma resposta fácil, pois depende muito da sua posição. Um gestor (gerente, diretor, supervisor) deveria focar 70% do seu tempo no Macrogerenciamento e 30% no microgerenciamento. Já uma pessoa operacional poderia ser exatamente o oposto.

O melhor dos mundos é a sinergia entre essas duas formas, de maneira a não perder o todo nem deixar o detalhe de lado. Posso citar meu exemplo pessoal como um exemplo prático.

Como toco meus projetos

Eu toco muitos projetos de empresas diferentes, gerenciar todos no micro me deixariam ainda mais sem cabelos.

O que eu faço é trabalhar no macro com a equipe, que por consequência planeja o micro. Eu crio equipes no Neotriad para cada empresa, a equipe cria projetos dentro dessas equipes e coloca as tarefas detalhadamente.

Toda sexta-feira, olho os indicadores das equipes, o que andou, o que atrasou e se necessário chamo para uma reunião de planejamento.

Quando tudo está no prazo pelos indicadores, eu nem me preocupo se uma tarefa que era na terça foi para sexta, se estamos no prazo, a equipe está se “microgerenciando” e está funcionando.

Se eu entrar nesse detalhe com a equipe, eu perco tempo e tiro a espontaneidade do time.

Aprenda a balancear o micro e o macro gerenciamento de acordo com seu papel na equipe. É mais tempo para você, mais produtividade e menos estresse no controle de múltiplos projetos.

6 dicas para evitar o microgerenciamento de Equipes

Provavelmente, não estaria errado dizer que todos os gestores esperam conduzir uma equipe de alta performance. O problema é que, em busca desses resultados, o gestor pode fazer algumas coisas a mais do que deveria. Um exemplo clássico é o microgerenciamento. Quer saber como acontece e como evitar este “erro pelo excesso”? Então, confira nossas 6 dicas:

Como evitar o microgerenciamento de times?

1. Mantenha apenas profissionais em quem você pode confiar

Na base do microgerenciamento está um problema de confiança. Para evitar que esse problema apareça, a melhor solução é organizar sua equipe para que seja composta apenas de profissionais que merecem e conquistam sua total confiança.

Pergunte a si mesmo: eu poderia delegar tarefas importantes a esse profissional e deixar que ele as execute com o mínimo de supervisão? A resposta, é claro, deve ser “sim” para todos os membros da sua equipe.

Para formar um time no qual você confia plenamente, é preciso ter atenção ao processo de recrutamento e seleção da sua empresa. Não faça concessões para pessoas que não são compatíveis com o perfil desejado. Além disso, continue atento aos seus colaboradores mesmo depois da contratação. Afinal, o desempenho de cada um deles no dia a dia vai indicar se eles podem continuar recebendo a mesma autonomia.

2. Entenda e ajude seus colaboradores

Se você se sentir inseguro em atribuir autonomia a algum membro do seu time, procure entender o motivo e encontrar soluções que ataquem a raiz do problema. Adotar o microgerenciamento é a saída mais fácil, mas você deve evitá-la. Comece conversando com o funcionário para entender porque ele não está trabalhando da maneira como você esperava.

Talvez esse colaborador precise de treinamentos, porque ele ainda não tem todos os conhecimentos necessários para desempenhar sua função. Talvez ele precise de mais tempo para adquirir experiência. Ou talvez, simplesmente, ele tenha uma forma de pensar e tomar decisões diferentes da sua, o que deixa você — o gestor — ansioso.

Se você realmente identificar um problema que poderia, teoricamente, justificar a necessidade do microgerenciamento, tudo bem. Mas seu próximo passo deve ser resolver esse problema de forma direta. Tornar-se um gestor centralizador e tirar a responsabilidade das mãos da equipe só vai mascarar a situação.

3. Controle sua própria ansiedade

O microgerenciamento muitas vezes está relacionado a uma ansiedade excessiva do próprio gestor. Colocando importância demais em pequenas atividades, você sente que cada deslize — um atraso, um erro de digitação, um cálculo incorreto — é um gigantesco problema. Para evitar esses “problemas”, sua resposta é assumir o controle.

Se quiser algo bem-feito, faça você mesmo — você pensa. Mas, reflita: esses deslizes realmente trazem consequências tão graves? Na verdade, na maioria das vezes, um erro pode ser facilmente consertado, desde que todos (e, principalmente, você mesmo) mantenham a calma e o foco. Além disso, é uma excelente oportunidade para que sua equipe aprenda e cresça.

4. Perceba o seu valor

Quando um gestor adota o microgerenciamento, algo ruim acontece: ele passa a gastar muito tempo em atividades que agregam pouco valor.

Sua empresa poderia ganhar muito se, em vez de monitorar os passos da sua equipe, você dedicasse seu tempo a desenvolver novos projetos, fazer planejamentos estratégicos, desenvolver networking com parceiros e clientes. Por isso, sempre que você estiver prestes a se engajar no microgerenciamento, use um breve momento para pensar. O que você poderia estar fazendo agora mesmo que iria gerar mais benefícios para o negócio?

5. Comunique-se claramente com sua equipe

Evitar o microgerenciamento não é o mesmo que abandonar sua equipe por completo. Se você comunicar com a equipe — e com cada colaborador, individualmente — quais são as suas expectativas, eles já terão uma base para trabalhar. E, claro, eles deverão assumir a responsabilidade, se não cumprirem com essas expectativas.

Porém, se você não cultivar uma comunicação eficaz com a equipe, eles ficarão perdidos. Não vão conseguir direcionar corretamente o trabalho. E também não poderão ser culpados por isso, já que faltou a liderança. E, nessa situação, assumir o controle torna-se ainda mais tentador para o gestor.

6. Deixe que os funcionários gerenciem uns aos outros

Em vez de você, gestor, praticar o microgerenciamento, que tal deixar que os próprios funcionários façam isso? Um pouco de pressão entre os pares pode ajudar a equipe a apresentar um desempenho melhor, sem que uma figura de autoridade precise agir como “babá”.

Para isso, você pode implementar reuniões de update sem a sua participação. Nessas reuniões, eles vão prestar contas do seu trabalho até o momento e apresentar os próximos passos. Isso cria uma agitação para cumprir com as promessas feitas aos colegas.

Outra boa sugestão são as pesquisas de feedback anônimo. O objetivo é que cada colaborador possa apresentar seus comentários sobre o desempenho dos demais. Porém, nessa ação, a sua mediação é necessária para garantir que todas as críticas sejam oferecidas e recebidas de maneira construtiva.

Você já percebeu que o microgerenciamento não vai ajudar sua equipe a apresentar um melhor desempenho. Ou seja, é uma prática que não beneficia os colaboradores, o gestor ou a empresa.

5 1 voto
Article Rating
Se inscrever
Notify of
guest
2 Comentários
Mais votado
Mais novo Mais antigo
Comentários em linha
Ver todos os comentários

Acabe com a PROCRASTINAÇÃO e comece a ter resultados em sua vida!

X