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Simplifique sua Vida?

Está tomando força nos EUA um movimento que nasceu por volta da década de 80, que fala as pessoas para simplificarem sua vida. Esse conceito abrange desde cortar cartões de créditos até utilizar as tecnologias mais simples no dia-a-dia, evitando a complicação.

Um dos caras que está liderando esse movimento é o Leo Babauta, que produz o excelente blog Zen Habits. Ele lançou recentemente um livro chamado The Power Of Less – Do Less. Get More Done.

Eu ouvi um professor de Harvard fazer um excelente discurso contrário sobre esse movimento, dizendo que infelizmente a sociedade moderna não nasceu para ser simples.

Eu não tinha ainda uma posição formada sobre o assunto. Eu realmente acho que se pudermos simplificar o volume de informações, de atividades e projetos podemos ter mais tempo. Mas depois de ler mais sobre o movimento e ler o livro do Leo, firmei uma posição totalmente contrária ao novo conceito de simplificação.

O livro do Leo é uma ofensa para as pessoas que pensam em objetivos, abundância e sonhos. Ele ensina como você deve reduzir tudo ao máximo. Uma vida sem os prazerem que nosso mundo proporciona.

Na parte de tempo e produtividade, ele fala que quanto menos coisas tivermos para fazer, melhor. Isso significa reduzir as suas atividades ao essencial. Ele fala para selecionar 4-5 coisas essenciais e cortar o resto gradativamente até ficar apenas com essas coisas.

Na parte de gastos ele é radical. Parece um hippie da década de 60 falando. Ele conta que usa roupas simples que são baratas e fáceis de combinar e quando precisa procura em lojas as promoções ou usadas.

Ele recomenda que as pessoas parem de almoçar fora, que cozinhem em casa, que parem de ir ao cinema, de fazer qualquer tipo de gasto com lazer, diz para fazermos os próprios consertos, para reduzir viagens de carro para economizar na gasolina, para comprar livros usados ou ir na biblioteca ler. Ele diz que cortou a TV a cabo, mesmo com seis filhos (isso realmente é uma proeza) para evitar o custo.

O conceito é legal: não precisamos de muito para sermos felizes se nos focarmos nas coisas essenciais que gostamos. Mas da forma que o assunto vem sendo colocado por diversos autores beira o extremismo.

Se você tem uma mente abundante, ou seja, pensa em objetivos, metas, sonhos e que sua situação vai melhor, não perca tempo lendo esse livro, ou você irá ficar deprimido. Se você tem uma mente de pão dura, vai amar o livro e ter boas idéias.

Na minha opinião, a vida atual realmente é complexa, acho que devemos tentar reduzir essa complexidade, mas torná-la simples ao extremo é impossível, a não ser que você queria voltar a década de 40. Eu gosto da minha vida com smartphone, cartão de crédito, Internet, Kindle, lazer e almoçar fora. Não troco isso por nada.

E você? Qual a sua opinião?

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