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Tomada de decisão: o que é, como funciona e 5 dicas infalíveis

Hoje vou compartilhar algo bem íntimo: a dificuldade de tomada de decisão não é uma exclusividade sua, eu também passo por isso. Semana passada, por exemplo, me peguei pensando nos rumos que minha vida tomaria se eu não tomasse a decisão de abrir minha empresa aos 15 anos.

Provavelmente não teria adoecido e nem me afastado temporariamente dos negócios. No entanto, perderia a oportunidade de repensar meu equilíbrio pessoal e escrever o livro A Tríade do Tempo.

O fato é que diariamente precisamos tomar decisões. Camisa azul ou vermelha? Café ou suco? Comprar um carro ou viajar? Quem contratar e quem demitir? Ter filhos ou não?

São cerca de 35 mil decisões que um adulto precisa tomar por dia! Algumas são simples, como a escolha da cor da roupa, outras nem tanto. No ambiente empresarial, em especial, o processo de tomada de decisão tende a ser mais complexo e impactar várias pessoas.

Porém, no caminho entre a organização do pensamento até a decisão, o nosso cérebro perpassa por centenas de vieses cognitivos, alguns deles nos levam a ciladas – sim, nosso cérebro adora pregar pegadinhas!

Use seu cérebro corretamente e não fique pra trás! – https://www.youtube.com/watch?v=gftETX7NVLA

Nesse contexto, a análise de informações e de contexto, se fazem necessárias para escolhas acertadas. É sobre esse e outros assuntos que você irá aprender neste artigo.

Veja o que vou abordar:

Sumário

O que é tomada de decisão?

O termo decisão vem do latim dis caedere, sendo dis = parar/interromper e caedere = cindir/cortar fora. Ao decidir, nos abstraímos do que está nos atrapalhando e ficamos somente com aquilo que é importante.

Assim, a tomada de decisão ou o processo decisório consiste na escolha de uma opção entre várias alternativas. Quase sempre, está relacionada à solução de um problema ou oportunidade.

Muitas das vezes, as decisões são resultados dos nossos valores pessoais, bem como vivências e conhecimentos. Quase sempre, isso costuma ser um problema, pois estamos habituados a ver o mundo com o nosso filtro e adotá-lo como padrão.

Mas também não é incomum situações em que a tomada de decisão envolve a racionalidade e a análise de dados disponíveis. O que é mais recomendado.

Como funciona

O nosso cérebro é uma verdadeira máquina pensante. Antes de decidir, ele analisa as opções disponíveis em busca da escolha mais acertada, produzindo então um sentimento de confiança na escolha. Tudo isso em milésimos de segundos.

Basicamente, esse processo se desdobra em três regiões:

  • Córtex;
  • Lóbulo frontal;
  • Hipocampo.

No córtex e no lóbulo frontal se concentram várias funções importantes, como o planejamento, os movimentos voluntários e os comportamentos sociais. Além disso, o lóbulo é responsável pelo pensamento abstrato, o resultado da evolução mental.

Da mesma forma, o hipocampo tema s sua importânncia. Ele é a principal sede da memória e o exerce papel importante na aprendizagem e na regulação hormonal.

Vieses atrapalham as decisões

Embora a tomada de decisão seja um processo cognitivo, a mente humana é dotada por uma série de vieses. Esses “caminhos mentais” que nosso cérebro usa para decidir, com frequência atrapalham as decisões.

Separei abaixo alguns para você ficar em alerta:

  • Benefício próprio: esse viés, de forma inconsciente, faz com que a nossa mente processe e absorva somente a informação benéfica para nós, capaz até de esquecer o que não é vantajoso.
  • Confirmação: tendemos a dar mais credibilidade e buscar ativamente por informações que corroborem como a nossa opinião ou crença.
  • Otimismo: uma linha tênue entre o excesso de confiança, esse viés nos faz superestimar a nossa capacidade e subestimar os riscos por gerar uma espécie de ilusão de “controle total”.
  • Efeito halo: você pode nunca ter ouvido esse termo, mas com certeza conhece a expressão “a primeira impressão é a que fica”.

A psicologia atribui ao fato de que a primeira impressão gera um peso no julgamento, a neurociência explica que o cérebro prefere manter uma informação estável.

Preciso ser sincero e te dizer que superar esses vieses não é tão fácil assim, simplesmente pelo fato de serem um acumulado da nossa vida e experiências. Mas, claro, você não precisa se tornar refém deles.

A análise do problema e das alternativas, o que vou falar mais a frente, são duas formas de superar esses vieses e tomar decisões mais acertadas. Continue aqui comigo.

Tipos de tomada de decisão

Nem toda decisão é igual. Como já dito, ela pode ser simples ou complexa, afetar somente a sua vida ou de outras pessoas, ser tomada individualmente ou em conjunto. Enfim, as possibilidades são inúmeras.

Vamos conhecer então quais são os principais tipos de tomada de decisão:

Tomada de decisão pessoal

Imagine que você é um profissional iniciado a carreira e precisa decidir entre fazer um MBA na faculdade X ou na Y. Independentemente da sua escolha, ela definirá uma parte importante do seu futuro profissional e lhe trará resultados positivos ou nem tanto.

Para essa decisão, cabe a você analisar, por exemplo, quais os prós e os contras de cada instituição, como a metodologia de aulas que cada uma oferece e o corpo docente.

Pode-se considerar também como elemento decisório a avaliação de ex-alunos e o seu peso no currículo.

Tomada de decisão empresarial

Agora se imagine como um profissional experiente, que ocupa uma posição importante em uma grande empresa, e precisa decidir sobre a volta ou não do trabalho presencial em 2023.

Assim como na situação anterior, vários elementos devem ser analisados. Ao decidir manter o trabalho remoto, por exemplo, a empresa pode economizar com alguns gastos fixos, por outro lado, pode haver uma dificuldade no gerenciamento de tempo dos colaboradores.

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Decisão intuitiva

É a decisão baseada em uma sensação interna, ou segundo sentido como muitas pessoas preferem chamar, que nos leva a escolher a opção que mais nos atraia por algum motivo não lógico ou racional.

Já ressalto que talvez essa não seja a melhor forma de tomar decisões, principalmente aquelas que terão consequências significativas para sua empresa, sua vida ou até mesmo a de outras pessoas.

Decisão baseada em valores

Nossas vivências, conhecimentos e bagagem não só define quem somos no mundo, como também influenciam em nossas escolhas diárias. Da mesma forma, os valores pessoais podem nortear a tomada de decisões.

Diferentemente da intuição, que é um sentimento e espontâneo, a decisão baseada em valores considera o que você acredita que será o mais justo e adequado como a melhor opção.

Decisão racional ou baseada em dados

Esse tipo de decisão difere das duas outras simplesmente pelo fato de ser pauta em série de fatores racionais e lógicos.

No contexto empresarial, por exemplo, as decisões de grandes líderes e gestores costumam ser baseadas – ou ao menos deveriam – em orçamentos, dados e prazos.

Decisão colaborativa

Como o nome sugere, esse processo decisório envolve duas ou mais pessoas, representadas como squads, equipes e conselhos, por exemplo.

Geralmente a tomada de decisão é mais demorada, pois são considerados diversos pontos de vista para alcançar a melhor alternativa.

Decisão especializada

O que acontece quando não conseguimos tomar decisões individuais ou em grupo? Bom, uma alternativa é recorrer a especialistas, ou seja, buscar terceiros para tomar a decisão.

Nesse caso, a tomada de decisão é estabelecida por um profissional especializado na área ou problema em questão. Com base em suas experiências e conhecimento, ele é requisitado para fazer a escolha mais indicada.

As etapas do processo de decisão

Racionalidade, emoção, valores pessoais… sim, todos esses fatores influenciam nas decisões que tomamos diariamente. Alguns estudiosos desenvolveram teorias que cobrem os passos necessários de uma decisão. Confira:

Segundo Chiavenato (2003)

  1. Percepção da situação que envolve algum problema;
  2. Análise e definições do problema;
  3. Definição dos objetivos;
  4. Procura de alternativas de solução ou de cursos de ação;
  5. Escolha da alternativa mais adequada ao alcance dos objetivos;
  6. Avaliação e comparação das alternativas;
  7. Implementação da alternativa escolhida.

Segundo Uris (1989)

  1. Análise e identificação da situação;
  2. Desenvolvimento de alternativas;
  3. Comparação de alternativas;
  4. Classificação dos riscos de cada alternativa;
  5. Avaliação e seleção da melhor alternativa;
  6. Execução e avaliação.

Segundo Young (1977)

  1. Definição dos problemas organizacionais;
  2. Levantamento dos problemas que envolvem o alcance desses objetivos;
  3. Investigação da natureza dos problemas;
  4. Procura por soluções alternativas;
  5. Avaliação e seleção da melhor alternativa;
  6. Alcance de um consenso organizacional;
  7. Autorização da solução;
  8. Implantação da solução;
  9. Instrução do uso da decisão para os não tomadores de decisão;
  10. Condução de auditoria para avaliar a eficácia da decisão.

O meu processo de tomada de decisão

  1. Identificação do problema: quase sempre, uma decisão visa solucionar um problema. Desse modo, se faz primordial identificar a questão a ser resolvida;
  2. Coleta de dados: o problema deve ser estudado com base em informações e dados disponíveis. Posteriormente, haverá insumos para nortear sua decisão final;
  3. Identificação das alternativas: após as duas primeiras etapas, é bem possível que as alternativas surjam de forma espontânea. Reúna e organize todas elas;
  4. Avaliação das alternativas: analise cada uma das alternativas, se possível, traçando cenários futuros para cada uma delas e as consequências;
  5. Decisão e monitoramento: a essa altura, o seu universo de opções estará limitado e a sua decisão está pronta para ser tomada. Analise a eficiência na solução do problema, pois te servirá de base para decisões futuras.

Por que é tão difícil tomar decisões?

Existem vários fatores que empacam as decisões, mas alguns são bem típicos:

Falta de autonomia para decidir

Tem líder, empresa ou processo que simplesmente não dá autonomia necessária para que as pessoas tomem as próprias decisões. Isso pode ser para controlar risco, para gerenciar mais de perto processos ou pelo simples fato de um “ego grande”.

Alguns líderes não conseguem conviver com a ideia de que alguém toma a decisão por eles, mas é claro que isso não acontece em nenhum lugar que você conhece.

Falta de coragem para decidir

Algumas pessoas têm autonomia para tomar a decisão, mas não conseguem ter coragem de decidir por si próprias. Preferem chamar outras pessoas para compartilhar a decisão, o que não é de todo ruim.

Entretanto, “essa decisão de não decidir”, na maior parte dos casos acaba se arrastando por muito tempo e comprometendo a empresa, o projeto ou as pessoas envolvidas.

Excesso de opções

Quanto mais opções, informações e conteúdos, mais difícil de decidir. Isso é o que chamamos paradoxo da escolha, teoria criada pelo psicólogo estadunidense Barry Schwartz que defende que quanto mais opções nós temos, pior é a satisfação na escolha final.

Por exemplo, se você quer fazer a reforma da sua casa e pede para seis empresas fazerem um orçamento, a sua decisão vai ser muito mais demorada do que se você fizesse apenas três cotações. Ainda corre o risco de não optar pela melhor empresa.

Quanto mais opções, mais dúvidas geramos. Assim, limitar suas opções é um fator de extremo bom senso para a decisão acontecer.

Necessidade de brilho pessoal

Algumas decisões não são tomadas, pelo simples fato de que o cara que poderia decidir, prefere que todo mundo pense no assunto, bata a cabeça, faça um monte de reuniões, levantamentos, gaste muito tempo e dinheiro….

Até que chega um belo dia que o “super decisor” aparece com a decisão mágica, que ele provavelmente já sabia desde o primeiro minuto. Já presenciou algum acontecimento como esse? Se sim, vamos ficar esperando ao final do texto, na parte dos comentários.

Falta da gestão de “milestones”

Muitas decisões não são tomadas porque as pessoas simplesmente esquecem que precisam tomar. Parece até engraçado, não é?

Aqui vai um exemplo típico: você pede cotação de preço de alguma coisa, vai recebendo as propostas por e-mail ao longo dos dias e segue tocando a vida, sem ter atenção às várias mensagens que vão chegando na sua caixa de entrada.

Pois é, muita gente se esquece do que tinha pedido, como não tinha nenhuma “urgência”, vai arrastando o assunto e a decisão não é feita. Colocar uma tarefa de quando deve ser a decisão ajuda a limitar o tempo e por consequência realizar a decisão.

Preguiça

E por último, mas não menos incomum, temos a famosa preguiça. Vamos deixando para lá, deixando para amanhã o que pode ser feito hoje, e em muitos casos a decisão não é tomada.

Só que não tomar nenhuma decisão, já é uma decisão: a de negligenciar. Coisa que infelizmente nosso país está meio de saco cheio, não é verdade?

Como realizar uma tomada de decisão correta? Veja 5 dicas infalíveis

Agora que você já sabe o que é, como funciona, quais tipos e o que atrapalha a tomada de decisões, está na hora de conhecer as minhas 5 dicas infalíveis para fazer boas escolhas, e não se arrepender delas. Confira abaixo:

1 – Se veja como um observador do fato. Ao enxergar o cenário de fora, você consegue dar palpites e ser muito mais racional.

2 – Foque no momento presente; é bem simples. Você só precisa destinar uns minutos do seu dia para respirar de forma profunda enquanto se conectar ao presente. Isso fornece tanta clareza mental que você não imagina!

3 – Busque um bom ambiente. Em determinados momentos, gosto de ir para um lugar silencioso ou dar uma caminhada no parque. É fato que um ambiente tranquilo ajuda no processo de decisão.

4 – Espere o momento certo. Por mais difícil que seja, evite decidir do dia para a noite. É importante refletir sobre o problema e analisar os cenários. Se possível, durma, pense e decida no dia seguinte.

5 – Faça um quadro dos prós e contras de uma decisão. Também é bem simples: pegue um quadro e liste os pontos positivos de um lado, os negativos de outro e avalie. Por fim, você terá muito mais racionalidade para tomar a decisão acertada.

[BÔNUS] + 5 estratégias para tomar melhores decisõeshttps://www.youtube.com/watch?v=00_0LqNN8hU

FAQ – Perguntas frequentes

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