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Workaholic: 23 sintomas, o que é, consequências e o que fazer

Se o título desse artigo chamou a sua atenção, pode ser por 2 principais motivos: você acha que pode se encaixar no perfil workaholic ou você desconfia que algum conhecido tenha esses sintomas.

Pois bem, durante um papo informal com a equipe, discutíamos, em tom de brincadeira é claro, quem poderia ser considerado workaholic.

O que as pessoas consideram como vício em trabalho variava tanto e tinha tantas pseudo-justificativas que resolvi abordar esse tema de uma forma mais provocativa.

Então, leia até o final e me conte: Você é ou conhece um workaholic? Você sabe o que é?

Para responder essas e outras questões, criei esse guia com dicas e 23 sintomas para você identificar se é um workaholic.

Veja os temas que irei abordar:

Sumário

O que é workaholic

Vamos começar pelo básico: O que é um workaholic?

Podemos dizer que são aquelas pessoas que dão prioridade ao trabalho acima de todas as outras coisas e só se motivam por meio das suas conquistas profissionais.

De acordo com a Wikipédia um workaholic que é um trabalhador compulsivo ou uma pessoa que trabalha compulsivamente.

Pessoas workaholics priorizam e estruturam sua vida em torno do trabalho e quando não vivenciam aquela pressão, estresse e correria gerada pela vida profissional doentia que levam, sentem um vazio enorme.

Isso acontece porque não fortaleceu relações com pessoas importantes, não reservou tempo para hobbies, não se sente parte de nenhum outro papel, só do profissional.

Como identificar um workaholic

Quer encontrar um workaholic? Fácil! São aquelas pessoas que constantemente trabalham mais de 12 horas por dia no escritório e ainda levam serviço para casa.

Você também pode reconhecer esse tipo naqueles que, constantemente, recebem críticas por ficar sempre de olho no celular e checar as mensagens a cada hora para ver se existe alguma pendência no trabalho durante o fim de semana.

6 sintomas que você está sacrificando sua vida pelo trabalho

Selecionei seis sintomas clássicos das pessoas que estão se sacrificando demais na busca de algo. Se você tiver três desses sintomas é o momento de repensar seu tempo.

Se tiver quatro ou mais é realmente a hora de dar um basta. Procure um coach, um curso de produtividade pessoal, peça ajuda de familiares ou invista em hobbies. Pequenas coisas podem ajudar muito a mudar esse estilo de vida.

1 – Ansiedade e Estresse

Existem pessoas que vivem estressadas e ansiosas mesmo quando não estão trabalhando, em momentos familiares ou de lazer. O estresse do trabalha e a falta de tempo não deixam a pessoa se desligar dos problemas e esses momentos pessoais acabam não sendo produtivos.

2 – Esporte se torna miragem

Quando a pessoa está sem tempo uma das primeiras coisas que ela começa a adiar é seu tempo para a prática de esportes. É mais fácil deixar de ir na academia do que dizer não para aquele trabalho de última hora.

Só que aí entramos na Síndrome de Tostines: a pessoa fica mais improdutiva porque não faz esporte ou ela não faz esporte porque sua produtividade não libera esse tempo?

3 – Leitura para decoração

A quantidade de livros comprados e estacionados na estante aumenta muito quando a pessoa está sem tempo.

Não pelo fato de que ela não seja capaz de encaixar quinze minutos diárias para leitura, pois isso todo mundo consegue, mas porque ela está tão cansada de uma rotina exaustiva que não sobra energia para qualquer outra coisa.

4 – Perda na qualidade dos relacionamentos

Isolamento é uma palavra forte, mas ele existe em diversos degraus quando comprometemos nosso tempo pessoal.

No começo, são os happy hours que você deixa de ir porque estava em reunião, depois os aniversários porque você está sem pique, depois o jantar com a namorada vira opcional e quando você dá conta, ninguém te convida para mais nada, nem nos e-mails da galera você é mais copiado.

Você começa a sentir que está sendo colocado de lado e a resposta é avançar degraus nesse isolamento.

5 – Estranho no Lazer

No final de semana, nas emendas, nas férias você se sente um estranho no ninho? Como se tivesse culpa de não estar fazendo nada? Fica com vergonha de estar na fila do cinema no mesmo shopping que a equipe vai almoçar quando está de folga?

Se o lazer traz um pouco de culpa, sentimento de falta ou de que precisa de algo mais, aqui temos mais um sintoma que você está sacrificando sua vida pelo resultado.

6 – Disponibilidade Total

Outro sintoma clássico das pessoas que “trabalham para viver” é a incapacidade de desligar os avisos de chegada de e-mails e avisos de whatsapp, de colocar o celular no silencioso, de desativar as notificações das redes sociais e por aí vai.

Coisas estranhas se tornam normais: responder e-mails por volta das 23h, fazer um skype com seu chefe na sua cama ou pensar nas tarefas de amanhã enquanto está fazendo sexo.

Coisas desse tipo são perfeitos sintomas que você se tornou escravo da vida. Quando você se torna a pessoa sempre disponível, pronta para qualquer coisa e a qualquer hora, sempre em estado de alerta, é o momento de realmente repensar, pois você ficou indisponível para você mesmo!

Quais as consequências de ser workaholic

Existem muitas consequências que o trabalho excessivo nos traz.

Um grande estudo norueguês com 16.426 trabalhadores mostrou que, com frequência, os viciados em trabalho sofrem de diversos problemas psiquiátricos – incluindo TDAH, TOC, ansiedade e depressão.

E tem mais, eles especulam que os profissionais aparentemente “de sucesso” podem não ser mentalmente saudáveis, porque eles tiveram índices mais altos em todos os sintomas psiquiátricos do que aqueles que não eram viciados em trabalho.

Além disso, essa compulsão por trabalho pode levar a vida pessoal e familiar dessas pessoas diretamente par ao “ralo”. 

Afinal, eles nunca estão presentes nos eventos e programas, e mesmo quando estão; o foco dos seus assuntos ainda é o trabalho, as relações afetivas se perdem, bem como a interação familiar.

Se não bastasse isso, os cuidados com a saúde sempre ficam para depois. Com isso, a pessoa corre o risco de se alimentar mal e passar a cultivar hábitos ruins, como fumar e beber excessivamente, dormir mal, abusar de medicamentos.

Então, se você não quer perder uma parte importante de sua vida que não pode ser recuperada enquanto trabalha, busque o equilíbrio!

Trabalhar demais mata

Foi publicada pela BBC Brasil uma pesquisa interessante sobre trabalhar demais e como os abusos na jornada de trabalho pode trazer efeitos extremamente nocivos na vida das pessoas. Eu já falei sobre isso diversas vezes aqui no blog, e deve ser o tema do artigo deste mês. Segue a matéria:

Uma pesquisa do governo de Barcelona concluiu que uma jornada de trabalho de mais de 40 horas semanais causa danos físicos e emocionais à saúde, principalmente no caso das mulheres.

O estudo, que será publicado nesta semana na revista Scandinavian Journal of Work, Environment & Health, indicou que o excesso de horas de trabalho tem consequências como ansiedade, depressão e problemas cardíacos.

Os pesquisadores acompanharam 2.792 pessoas de diversas profissões e classes sociais durante um ano.
A Agência de Saúde Pública de Barcelona concluiu que as mulheres são as mais prejudicadas porque acumulam mais funções entre casa e trabalho e “emocionalmente respondem pior à pressão”.

Quantas horas devemos trabalhar por mês?

Pesquisadores japoneses, da Chiba University, publicaram um estudo na revista Occupational Medicine, no qual procuraram estabelecer quantas horas devemos trabalhar por mês e a influência do período de trabalho no risco de ocorrência de enfermidades psíquicas.

Os pesquisadores afirmam que o estabelecimento de um limite de horas, destinadas ao trabalho, é uma medida muito importante na proteção do indivíduo contra os efeitos nocivos causados pelas longas jornadas laborais.

Participaram da pesquisa 715 trabalhadores, que foram avaliados quanto à presença de sintomas psiquiátricos, segundo escalas específicas pré-existentes.

Os resultados divulgados revelaram que os participantes, que possuíam carga mensal de trabalho entre 260 e 279 horas, estavam sob maior risco de desenvolver manifestações de ansiedade, irritabilidade e fadiga crônica.

O grupo de trabalhadores, que destinava mais de 280 horas mensais às suas atividades laborais, evoluiu com maiores taxas de fadiga geral, distúrbios psíquicos, ansiedade e esgotamento profissional.

Segundo o estudo a duração máxima do tempo destinado ao trabalho deve ser de 260 horas por mês.

Particularmente, eu acho esse um número um pouco exagerado. Particularmente, eu amo o que faço e o trabalho me dá um nível de realização que permite trabalhar 10 horas diárias sem exaustão (aproximadamente 220 horas mês).

Considero-me um worklover e não um workaholic. Falarei mais adiante sobre isso.

Sei parar e equilibrar minhas horas com outras áreas importantes da minha vida e não fico sofrendo por estresse.

O problema é quando não sabemos a hora de parar e o trabalho se transforma em obsessão, gerando desconforto, estresse, pressão e infelicidade.

Nesse caso é o momento de repensar a relação do trabalho X vida.

E você? Quantas horas trabalha por mês? Está conseguindo equilibrar seu tempo?

Estudo – Trabalhar sob pressão

Veja um estudo abaixo que comprova que aquela coisa de “trabalho melhor na pressão” afeta o resultado no médio/longo prazo.

O objetivo é sempre focar no importante e fazer com que as urgências sejam a exceção do time, nem que para isso você precise negociar o prazo.

Segue o estudo:

Pressão e engajamento no trabalho

Muitas pessoas afirmam trabalhar melhor com prazos apertados, mas um novo estudo publicado noInternational Journal of Innovation and Learningafirma que é um erro assumir que uma equipe pode trabalhar efetivamente sob pressão constante de tempo e permanecer engajada e inovativa em seu trabalho.

Ari Putkonen, da Universidade de Oulu (Finlândia), explica que os enfoques convencionais adotados no planejamento de projetos podem falhar porque eles não levam em conta as alterações na eficiência e na capacidade inovadora dos membros das equipes ao longo do projeto.

Sobrecarga mental

O pesquisador simulou e previu efeitos dinâmicos das sobrecargas mentais de trabalho causadas por pressões de tempo sobre o trabalho de projetistas (designers).

Levando em conta aspectos do gerenciamento de projetos, ergonomia e saúde ocupacional, ele descobriu que a pressão do tempo e a sobrecarga mental afetam o desempenho geral e a qualidade e a capacidade de inovação do trabalho de design.

Em última instância, isto afeta o tempo para se completar o projeto inteiro.

Produtividade no curto prazo

Inicialmente, a sobrecarga mental, a pressão do tempo e os prazos podem ter um efeito positivo sobre a produtividade, explica Putkonen.

Esta é a sabedoria convencional, cristalizada na frase: “Eu trabalho melhor sob pressão,” frequentemente cantarolada por indivíduos criativos e membros de equipes trabalhando com design ou em áreas relacionadas, onde o tempo é frequentemente um fator crítico para o sucesso.

Entretanto, esse benefício normalmente só tem um impacto positivo no curto prazo. É isso o que demonstra a nova pesquisa.

Reduzindo o moral da equipe

O estudo demonstrou que há efeitos negativos no longo prazo porque a pressão do tempo eventualmente leva a uma fadiga mental prolongada, o que afeta a qualidade e a produtividade de forma crescente ao longo do tempo.

Mais do que isso, a fadiga mental diminui o engajamento da equipe, o que por sua vez diminui a capacidade inovadora do grupo de designers.

A falha em reconhecer esses efeitos, o incremento inicial súbito da eficiência e o surgimento lento da fadiga mental, levam a previsões irrealistas sobre as necessidades dos recursos humanos.

Esses efeitos podem levar gerentes e líderes de equipe a fazer previsões super otimistas sobre os prazos e reduzirem o moral da equipe quando esses prazos não são cumpridos.

Empreendedores workaholics

Como o empreendedor deve lidar com a tão falada falta de tempo ocorrida devido a longas jornadas de trabalho que incluem também o final de semana?

Em boa parte a culpa dessas longas jornadas de trabalho é a falta de foco ou baixo índice de delegação.

O volume de coisas que uma empresa demanda do empresário é enorme e sem um foco definido, ele acaba se perdendo em uma série de atividades urgentes e circunstanciais, mas sem importância.

Para lidar com isso é preciso definir um foco de atuação para a semana, que deve estar conectado as metas da empresa.

Deve-se dedicar pelo menos 2 horas diárias para planejar e executar esse objetivo. Pode-se envolver a equipe nesse processo também.

Quanto maior o foco no importante, menor o volume de urgências e perda de tempo em atividades circunstanciais.

Outra dica importante é a delegação. O empreendedor precisa ter a consciência de que outras pessoas podem realizar o trabalho que ele faz.

Ninguém é insubstituível. Isso não tira a sua responsabilidade, mas liberta-o para focar em outras atividades mais importantes.

Se não é possível delegar, o crescimento da empresa estará diretamente ligado ao tempo do empreendedor, e ele pode ser bem limitado.

Descubra se você é um workaholic

Como descobrir se estamos equalizando direito o trabalho em nossas rotinas? Tem vários sintomas de que você está se perdendo.

Listei alguns abaixo e gostaria que você os lesse criteriosamente e avaliasse qual a frequência com que tem essas posturas: NUNCA, AS VEZES ou COM FREQUÊNCIA.

O objetivo não é diagnosticar sua vivência profissional, mas gerar uma autoanálise para que você adote novos hábitos que não deixem sua vida ser um rascunho.

Por isso, coloque aí num papel suas respostas e depois olhe para elas com sinceridade e veja se não passou da hora de mudar.

  1. Passo a maior parte do dia e da noite focado nas atividades profissionais
  2. Confiro meus e-mails do trabalho várias vezes ao dia, mesmo nas horas vagas
  3. Faço frequentemente as refeições na mesa do trabalho, inclusive enquanto executo algumas tarefas
  4. Fico irritado quando alguém anda devagar na minha frente
  5. Na escada rolante, subo os degraus para ir mais rápido que os demais
  6. Evito tirar férias
  7. Julgo meus colegas de trabalho que não trabalham tantas horas quanto eu pela sua falta de comprometimento
  8. Falta tempo para cuidar da minha alimentação, praticar atividades físicas e ir ao médico
  9. Minhas relações afetivas e familiares vivem prejudicando minha vida profissional
  10. Tenho dificuldades para dormir e frequentemente me sinto exausto
  11. Prefiro atividades profissionais a programas com amigos e família
  12. Quando chego em casa lembro de coisas que tinha para fazer e acabo não me desconectando da rotina profissional
  13. Minha memória e concentração são um problema no dia a dia
  14. Quando quero relaxar preciso usar algum medicamento ou tomar alguma bebida alcoólica
  15. Quanto mais trabalho, mais acho que estou devendo algo que preciso cumprir
  16. Meu humor se altera com muita frequência
  17. O café é meu melhor amigo todos os dias. Inclusive, na minha mesa sempre tem um copinho vazio.
  18. Não leio um livro fora do trabalho há anos!
  19. Tirando o trabalho, não consigo lembrar de nenhuma outra paixão em minha vida.
  20. Eu não sento e fico sem fazer nada jamais! Sempre tem algo que precisa ser concluído.
  21. Sou capaz de trabalhar de qualquer lugar; banheiro, carro, durante as compras, festas, no hospital…
  22. Sou muito criativo para o trabalho, mas fora dele faz muito tempo que não exploro minha criatividade
  23. As pessoas vivem dizendo que eu só falo sobre a minha vida profissional, mesmo quando estou fora da empresa.

Workaholic X Worklover

É fundamental que depois de ler e analisar os sintomas acima, consiga compreender que não é errado trabalhar às vezes até mais tarde, mas é preciso saber identificar os exageros.

Amar o que faz é uma benção no mundo atual, principalmente porque ficamos a maior parte dos nossos dias dedicados ao trabalho, mas quem não consegue distinguir amor de vício se perde entre os excessos.

Os amantes do trabalho são pessoas que têm completa consciência de seus excessos.

Afinal, alguns hábitos que cultiva atualmente podem estar até prejudicando seus resultados, mas a falta de equilíbrio acaba te cegando.

A mente precisa descansar para executar um bom trabalho e se você não aceitar isso, sofrerá as consequências.

Em um caso extremo, o CID (Classificação Internacional de Doenças) registrou a morte de um estagiário que faleceu após uma jornada exaustiva de 72 horas, sabia?

Inclusive, em uma pesquisa realizada em 2011 pela Isma (International Stress Management Association), o profissional viciado em trabalho tem 65% mais chances de desenvolver doenças cardíacas do que as outras pessoas.

Trabalhar poucas horas na semana é possível?

Não é possível trabalhar poucas horas na semana se você estiver com o mindset de “carteira de trabalho”.

O trabalho tradicional não permite você ter um estilo de vida, onde você trabalhe poucas horas na semana. E tão pouco o empreendedorismo tradicional que na verdade cria um trabalho tradicional.

Acho que o primeiro passo para criar uma nova forma de trabalho é definir, o quanto é suficiente de ganhos mensais para você ter uma vida confortável, com espaço para investimentos e correr alguns riscos.

Chegando nesse número, aumente em 30% essa quantia. Afinal, temos a tendência de subestimar nossos gastos e superestimar nossas economias, o que na prática se mostra totalmente errado.

Feito isso você precisa achar um nicho de mercado, com base em sua expertise ou até algo novo que possa adquirir conhecimento, que permita gerar essa renda com poucas horas por semana.

E não precisa ser político para fazer isso acontecer. A questão não é trabalhar muito, até a última gota de suor, mas trabalhar de forma mais inteligente e com outro ritmo.

Cada vez que eu volto dos EUA, vejo o quanto esse mercado de “trabalho reduzido” está crescendo. Nesta viagem, conheci uma mulher, que saiu da agência de marketing que trabalhava e decidiu fazer apenas trabalhos avulsos.

Ela reduziu sua carga horária para 20 horas semanais e consegue faturar mais do que quando trabalhava na empresa.

Identifique seu perfil, ache um nicho de mercado, desenvolva um bom produto com uma boa estratégia.

Teste a ideia com a segurança do seu trabalho, a hora que sentir que pode dar o próximo passo, procure estratégias para automatizar ao máximo o negócio (vendas, atendimento, faturamento, suporte) e tome coragem!

Se você não tentar como vai saber se poderia ter dado certo?

Depoimento de uma workaholic

Recebi um e-mail interessante essa semana de uma mulher que entende sua paixão pelo trabalho, mas coloca isso como um desafio diário.

Eu sou uma workaholic – adoro o que faço e tenho prazer de todo dia ir trabalhar, é um caso de paixão.

E quanto mais problemas melhor, minha mente gosta de desafios, da oportunidade de resolver…. me lembro eu criança e minha mãe me colocando num curso de datilografia ( é, pode rir… é do meu tempo….não muito longe – mas é!!!).

Que coisa monótona! Diariamente tentando dedilhar ( ainda datilografo com todos eles) as benditas “asdfghjklç”.

Num santo dia tive um insight – virei para o lado onde estava uma colega de escola com o mesmo ideal de se tornar uma exímia datilógrafa e saquei a pergunta: Vamos apostar quem se forma primeiro?

Essa santa colega topou a empreitada… Quanta diferença! Todos os dias queria chegar logo na datilografia e começar, me lembro do prazer, da satisfação.

Na verdade o prazer nem foi o de vencer. O cenário era o mesmo mas a ação era diferente, eu estava olhando com outro foco: A Paixão pelo Desafio.

Hoje vejo pessoas trabalhando, ou melhor, se arrastando, fazendo por fazer, sem paixão e acabam prejudicando uma única pessoa: A si próprias. Pois se tornam “meio” felizes, “meio” satisfeitas, “meio” qualquer coisa.

É o princípio do ser inteiro, do envolvimento. O que nos impede, ou melhor, o que precisamos fazer para termos paixão?

Onde está aquela minúscula chave no cérebro que nos tornam apaixonados? E não é pelo homem maravilhoso (que achamos) ser a nossa cara-metade, mas a paixão pelo simples prazer do dia a dia, de um trabalho realizado.

Eu sempre digo que as pessoas estão perdendo o foco – mas é o foco no sentido do olhar – da análise daquilo que realizamos. Vale a pena olhar de novo, e se perguntar “É o melhor que eu poderia fazer para satisfazer a pessoa que mais amo?”

E quando pudermos responder um SIM – essa pessoa vai agradecer muito. E essa pessoa nada mais é que VOCÊ!

Maria de Fátima

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